Por fim, para aqueles que não estão habituados à configuração de servidores Linux, será descrito um procedimento para a configuração dos serviços necessários para um servidor com servidor DHCP, servidor de boot e servidor de arquivos - esse será o ``srvimg''. O sistema operacional Linux pode ser qualquer distribuição, porém esse tutorial é baseado em OpenSuSE 10.2.
Para instalar o Phantom em um pendrive, será necessário um sistema Linux instalado em um PC. Como dependência, deve-ser possuir o pacote syslinux instalado (provavelmente está na mídia da própria distribuição).
Os arquivos necessários são apenas o kernel, initrd e o arquivo do gerenciador de boot, contidos no diretório ``boot'' e ``phantom'', dentro do arquivo ISO (ou se já tiver gravado em CD/DVD, na pasta ``boot'' e ``phantom'' da mídia).
Se a versão do phantom a ser instalada estiver em mídia CD/DVD, basta copiá-lo do diretório ``boot'' e ``phantom'', na raiz da mídia, porém se estiver no arquivo.iso, o procedimento acrescerá alguns passos. Inicialmente, loga-se como root no nível de diretório que está o arquivo .iso. Para esse exemplo, o arquivo se chamará phantom-0.6.4.4.iso.gz.
O arquivo disponível para download está gzipado, portanto o primeiro passo é a extração do arquivo.iso:
gzip -d phantom-0.6.4.4.iso.gz
Terminada a descompressão, segue-se para a montagem do arquivo em um diretório qualquer. No exemplo, ``/mnt'':
mount -o loop phantom-0.6.4.4.iso /mnt
Agora basta copiar os arquivos para ``~/root/'':
cp /mnt/cdrom/{isolinu*,boot/vmlin*,boot/initrd*} ~/root/
Para a instalação no pendrive, deve-se obedecer alguns requisitos, pois haverá a necessidade de instalar um gerenciador de boot no pendrive - no caso, o syslinux.
Deve-se criar como sendo a primeira, uma partição de aproximadamente 20MB, do tipo FAT16 e a partição deve ser ativa. Pode-se ter outras partições no pendrive, mas a partição de boot deve obrigatoriamente ser a primeira. Para iniciar uma formatação no pendrive (supondo que nada há que não possa ser perdido), fazendo primeiro a descoberta do dispositivo, deve-ser monitorar o log do sistema antes de ``espetar'' o pendrive no computador:
tail -f /var/log/messages
Ao ``espetar'' o pendrive, aparecerá algo como:
Apr 29 15:47:25 debian kernel: scsi6 : SCSI emulation for USB Mass Storage devices
Apr 29 15:47:30 debian kernel: Vendor: Model: USB Flash Memory Rev: 5.00
Apr 29 15:47:30 debian kernel: Type: Direct-Access ANSI SCSI revision: 00
Apr 29 15:47:30 debian kernel: SCSI device sdc: 8058880 512-byte hdwr sectors (4126 MB)
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sdc: Write Protect is off
Apr 29 15:47:30 debian kernel: SCSI device sdc: 8058880 512-byte hdwr sectors (4126 MB)
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sdc: Write Protect is off
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sdc: sdc1
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sd 6:0:0:0: Attached scsi removable disk sdc
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sd 6:0:0:0: Attached scsi generic sg3
type 0
Note a linha: Apr 29 15:47:30 debian kernel: SCSI device sdc:
8058880 512-byte hdwr sectors (4126 MB)
Está indicando o dispositivo e o tamanho; /dev/sdc com o tamanho de
4GB, portanto, chegou a hora de formatá-lo. A maneira mais rápida
é zerando a MBR do dispositivo:
dd if=/dev/zero of=/dev/sdc count=1 bs=512
1+0 records in
1+0 records out
512 bytes (512 B) copied, 0,00424309 seconds, 121 kB/s
Agora, recriar as partições, exemplificando apenas a primeira:
fdisk /dev/sdc
O dispositivo não contém nem uma tabela de partições DOS válida nem um rótulo de disco Sun, OSF ou SGI
Criando um novo rótulo de disco DOS. As alterações permanecerão
somente em memória até que você decida gravá-las. Após isto, é claro,
o conteúdo anterior não poderá mais ser recuperado.
Aviso: a opção inválida 0x0000 da tabela de partições 4 será corrigida por gravação (w)
Comando (m para ajuda):
Aperte a tecla ``n'' para criar uma partição:
Comando - ação
e estendida
p partição primária (1-4)
Número da partição (1-4): 1
Primeiro cilindro (1-1023, default 1):
Using default value 1
Último cilindro ou +tamanho ou +tamanho M ou +tamanho K (1-1023, default
1023): +32M
Criada a partição de 32MB. Agora muda-se o tipo de partição ativando-a
posteriormente. As teclas são ``t'' para tipo e ``6'' como
tipo. A tecla ``a'' para ativar:
Comando (m para ajuda): t
Selected partition 1
Código hexadecimal (digite L para listar os códigos): 6
O tipo da partição 1 foi alterado para 6 (FAT16)
Comando (m para ajuda): a
Número da partição (1-4): 1
Para confirmar, ``p'':
Comando (m para ajuda): p
Disk /dev/sdc: 4126 MB, 4126146560 bytes
127 heads, 62 sectors/track, 1023 cylinders
Units = cilindros of 7874 * 512 = 4031488 bytes
Dispositivo Boot Start End Blocks Id System
/dev/sdc1 * 1 9 35402 6 FAT16
O asterisco indica que a partição é ativa, bastando então salvar as
alterações após criar as demais partições. O comum é apenas uma partição
em FAT32, portanto, a segunda partição seria criada com a sequência
de teclas:n, p, 2, enter, enter, t, 2, c, w.
Deve-se formatá-las, pois nesse primeiro passo apenas a tabela de partições foi criada para poder receber um sistema de arquivos:
mkfs.msdos (ou mkfs.vfat) -F16 /dev/sdc1
mkfs.msdos (ou mkfs.vfat) -F32 /dev/sdc2
Se o sistema operacional não montá-lo automaticamente, será necessário interagir:
mount /dev/sdc1 /mnt
Os arquivos copiados do phantom-0.6.4.4.iso devem ser agora copiados para /mnt:
cp /root/{isolin*,vmlin*,initrd*} /mnt/
O arquivo isolinux.cfg deve ser renomeado para syslinux.cfg:
cd /mnt
mv isolinux.cfg syslinux.cfg
E por fim, editado. Basta remover ``/boot/'' da frente do kernel (vmlinuz) e initrd (initrd.gz).
Para instalar o gerenciador de boot, basta chamar o syslinux com o parâmetro ``-s'', apontando para o dispositivo e partição:
syslinux -s /dev/sdc1
Aguarde alguns segundos antes de remover o pendrive e estará concluido
o processo.
O processo para instalar o Phantom em um HD externo é o mesmo.
Instalar o Phantom em dual boot é um processo curto.
Seguindo conforme descrito na sessão 1.1, exceto o arquivo isolinux.cfg, basta copiar o kernel e o initrd para /boot/phantom:
cp /root/vmlinuz /boot/phantom && cp /root/initrd.gz /boot/phantom.gz
Editando o arquivo /boot/grub/menu.lst e insirindo as seguintes linhas (terminando a configuração com a reinstalação do gerenciador de boot):
title Phantom
kernel /boot/phantom
initrd /boot/phantom.gz
A reinstalação do grub (supondo o primeiro HD SATA):
grub-install /dev/sda
O boot dual com Windows é uma dica enviada por Linderval Alves (meu muito obrigado), que pesquisou e encontrou algo em http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20050310.php e descreveu o processo. A única modificação que fiz, claro, foi o diretório que armazenará o sistema que, ao invés de knoppix agora é phantom:
1. Crie no c:\ uma pasta chamada phantom, copie tudo da pasta Phantom e isolinux do cd para ela.
2. Crie no c:\ uma pasta chamada boot, entre no site: http://www.geocities.com/lode_leroy/grubinstall/, baixe ``binary of the installer + the GRUB'' e o ``patch for NTFS support for the GRUB'' e copie para a pasta c:\boot.
3. Entre no na pasta c:\boot e crie o arquivo menu.lst
Dentro digitei:
default 0
fallback 1
timeout 30
title Phantom
root (hd0,0)
kernel /phantom/vmlinuz
initrd /phantom/initrd.gz
boot
4. Entre no prompt do DOS e entre na pasta c:\boot
Digite: grubinstall -d (hd0,0) -1 C:\boot\stage1 -2 C:\boot\stage2
5. Abra o arquivo c:\boot.ini e acrescente no final c:\boot\stage1="Phantom"
6. Reinicie o computador e teste.
Esse modelo pressupõe que o disco é o primeiro (sata ou IDE) e a partição também é a primeira. O boot.ini é um arquivo oculto attribado em c:\. Para saber os atributos contidos nele, abra o prompt do DOS (estou dando dica de windows???):
cd \
attrib
Isso mostrará todos os atributos de todos os arquivos.
Para desativá-los:
attrib -xxx, ond ``x'' representa os atributos que aparecem ao lado do arquivo. Não esqueça de reatribuir seus valores após a modificação no arquivo, trocando o sinal de menos pelo sinal de mais.
Pode parecer estranho o Phantom ficar na mesma partição do Windows, porém após o boot o Phantom estará inteiramente na memória e assim o disco estará livre para qualquer alteração. Claro, é bom que na imagem de backup já esteja esse boot duplo pronto para não ter que repetir o processo.
Para instalar um servidor de boot, é preciso uma máquina rodando Linux e preferencialmente rodando o (ou um) servidor DHCP, afim de centralizar as configurações. Também será necessário possuir o syslinux instalado e o servidor TFTP (Trivial File Transfer Protocol).
No caso do OpenSuSE10.2, o diretório /tftpboot é criado automaticamente ao iniciar o servidor pelo Yast. Se instalado posteriormente, o syslinux se encarregará de copiar o arquivo, mas todavia, é necessário fazer uma cópia do pxelinux.0:
find / -name pxelinux.0 -exec cp {} /tftpboot/ \;
mkdir /tftpboot/pxelinux.cfg
cd /tftpboot/pxelinux.cfg
Neste nível de diretório deve-se criar um arquivo chamado default, que servirá para qualquer máquina com suporte a boot via PXE. O arquivo default deverá conter os seguintes parâmetros:
default graphic
timeout 100
label graphic
kernel /vmlinuz
append initrd=initrd.gz max_loop=16 rw quiet bootmode=graphic acp1=off
vga=0x314
Caso se queira disponibilizar várias versões, pode-se criar o diretório
/tftpboot/0644 e copiar os arquivos vmlinuz e initrd.gz dessa versão
para o diretório, indicando posteriormente no arquivo default:
kernel /0644/vmlinuz
append initrd=/0644/initrd.gz...
Existem indefinidas possibilidades de configuração do servidor DHCP, por isso esse exemplo deve ser observado quanto à compatibilidade com uma rede existente. Algumas empresas possuem um servidor Phantom dedicado, onde máquinas são ligadas a essa rede para restauração em massa. Existe também um modelo usado em callcenter, onde o servidor é ligado à rede do callcenter em dia ou horário que não haja expediente. O servidor DHCP dessa rede é parado, portanto assume-se o servidor Phantom (srvimg) como servidor DHCP da rede.
Tendo instalado o servidor DHCP no srvimg (que é o nome padrão consultado pelo phantom em sua busca automática), deve-se criar o seguinte arquivo:
/etc/dhcpd.conf
E seu conteúdo:
allow booting;
allow bootp;
option damain-name ``phantom'';
option routers 10.0.0.1;
default-lease-time 14400;
ddns-update-style none;
subnet 10.0.0.0 netmask 255.255.0.0 {
range 10.0.0.2 10.0.0.254;
default-lease-time 14400;
max-lease-time 172800;
next-server 10.0.0.1;
filename /pxelinux.0'';
}
Após isso, deve-se reiniciar o servidor dhcp.
Algumas máquinas (normalmente as mais antigas) não possuem boot por PXE, portanto se torna inútil a configuração desse tipo de serviço para um parque de máquinas antigas.
As máquinas que possuem suporte a PXE variam a habilitação desse serviço na BIOS. Algumas máquinas tem a opção ``Boot from network device'', outras, em ``Onboard Devices'', a opção ``PXE/on'' junto à habilitação da placa onboard.
Se o PXE estiver ligado mas não for incluso na seqüência de boot, então não haverá o incômodo de esperar o timeout do PXE quando o micro não estiver na rede que possue o boot. Nesse caso, quando houver a necessidade de boot pela rede, basta abrir o menu de boot via tecla de atalho F8 ou F12 e, dependendo da máquina, F2. Procure no manual da placa-mãe em caso de dúvidas.
Se o computador não possuir menu de boot (novamente, nas máquinas mais antigas), então será necessário organizar a ordem de boot na BIOS, priorizando o boot na rede.
Para compartilhar em Windows, basta criar um diretório de acesso público chamado ``imagens''. Esse é o padrão para um boot transparente com o Phantom.
Para compartilhar em Linux, é necessário a instalação do servidor de arquivos SAMBA, utilizado pelo Phantom para fazer a transferência em rede. O uso de SAMBA permite a utilização multi-plataforma do Phantom, uma vez que o protocolo utilizado trabalha em Linux e Windows. Também será necessária a criação de de um diretório chamado ``imagens'' (comumente criado em /mnt/imagens), com acesso público e permissão de leitura e de escrita. Após instalado o servidor SAMBA, os seguintes parâmetros devem ser adicionados:
(/etc/samba/smb.conf)
Na sessão [global]
netbios name = srvimg
No final do arquivo:
[ imagens ]
comment = diretorio de imagens phantom
writeable = yes
browseable = yes
guest only = yes
public = yes
path = /mnt/imagens
Feito isso, salve o arquivo, crie o diretório, mude as permissões
e reinicie o SAMBA:
mkdir /mnt/imagens
chmod 777 /mnt/imagens
/etc/init.d/samba stop;/etc/init.d/samba start
O daemon do samba varia de distribuição para distribuição, podendo se chamr smbd, além de que o serviço de resolução de nomes pode ser um serviço a parte, chamado nmbd, necessitando então de um reinício também. Em SuSE, para o acesso livre à partição de imagens, edite /etc/permissions, inserindo uma linha:
/mnt/imagens root:root 777
Agora, ajustando as permissões:
chkstat -set /etc/permissions
Concluída a configuração. Usando o comando testparm, a verificação
do arquivo de configuração do samba será executada, possibilitando
encontrar qualquer tipo de erro que possa ter ocorrido.
O ideal é finalizar fazendo uma montagem manual do compartilhamento:
mkdir teste
smbmount //srvimg/imagens teste -o guest
Não havendo erros na montagem, basta agora testar leitura e escrita:
cd teste
touch teste
ls
rm -f teste
ls
cd
smbumount teste
Esses são todos os passos para a configuração de um servidor de imagens com Phantom. Erros encontrados nesse howto podem ser enviados para o mail djames.suhanko<em>gmail.com.
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Mathematics Department, Macquarie University, Sydney.
The command line arguments were:
latex2html -no_subdir -split 0 -show_section_numbers phantom_install.tex
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